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Padrão Oficial da Raça
MASTINO NAPOLETANO
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA
Fédération Cynologique Internationale
GRUPO 2
Padrão FCI 197 10/09/1992
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA
Filiada à Fédération Cynologique Internationale
Padrão FCI no 197 - 10 de setembro de 1992.
País de origem:
Itália
Nome no país de origem:
Mastino
Napoletano
Utilização:
Guarda e
defesa
MASTINO NAPOLETANO
NOMENCLATURA CINÓFILA UTILIZADA NESTE PADRÃO
RESUMO HISTÓRICO:
o Mastino Napoletano é descendente do grande Mastiff Romano,
descrito por Columelle no século I A.D. em seu livro "De Re Rustica".
Difundido em toda a Europa pelas legiões romanas, com as quais
combateu, é o ancestral de numerosas raças de Mastiffs em outros
países europeus. Tendo sobrevivido por muitos séculos na zona rural
ao pé do Vesúvio e, em geral, na região de Nápoles, ele foi
re-selecionado desde 1947, graças à tenacidade e à devoção de um
grupo de amantes de cães.
APARÊNCIA GERAL:
grande, massudo e volumoso, cujo comprimento do tronco é maior do
que a altura na cernelha.
PROPORÇÕES IMPORTANTES:
o comprimento do tronco é 10% maior do que a altura na cernelha. A
relação crânio-focinho é de 2 para 1.
COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO:
firme e leal, não é agressivo, nem morde sem razão, guardião de
propriedade e de seus moradores, sempre vigilante, inteligente,
nobre e majestoso.
CABEÇA:
curta e maciça, com um crânio largo na altura dos arcos zigomáticos.
Seu comprimento é mais ou menos 3/10 da altura na cernelha. Pele
abundante com rugas e dobras, das quais, a mais típica e mais bem
marcada vai desde o ângulo externo da pálpebra para baixo até o
ângulo labial. O eixo superior longitudinal do crânio e do focinho é
paralelo.
REGIÃO CRANIANA:
o crânio é largo, plano, particularmente entre as orelhas, e, vista
de frente, a cabeça é ligeiramente convexa em sua parte anterior. As
arcadas zigomáticas são muito pronunciadas, mas com músculos planos.
As protuberâncias dos ossos frontais são bem desenvolvidas; o sulco
frontal é marcado; a crista occipital é apenas visível.
Stop:
bem definido.
REGIÃO FACIAL
Trufa:
situada no prolongamento do focinho, não deve ser proeminente acima
da linha vertical dos lábios; deve ser volumosa, com narinas grandes
e bem abertas. Sua pigmentação varia de acordo com a cor da pelagem:
preta, nos cães pretos; cinza amarronzado escuro em exemplares de
outras cores e castanha para os de pelagem marrom.
Focinho:
bem largo e profundo; seu comprimento corresponde ao da face e deve
ser igual a 1/3 do comprimento da cabeça. As faces laterais são
paralelas (entre si), de maneira que, vista de frente, a forma do
focinho é praticamente quadrada.
Lábios:
carnudos, espessos e cheios; vistos de frente, formam um "V"
invertido no seu ponto de encontro. A linha inferior do focinho é
formada pelo lábio superior; a parte mais baixa é o canto dos
lábios, com visíveis membranas mucosas situadas na vertical do
ângulo externo do olho.
Maxilares:
poderosos, com fortes ossos e arcos dentários que se unem
perfeitamente. A mandíbula deve ser bem desenvolvida na sua largura.
Dentes:
brancos, bem desenvolvidos, regularmente alinhados e numericamente
completos. Mordedura em tesoura ou torquês.
Olhos:
inseridos ligeiramente profundos e em uma linha frontal nivelada,
bem separados um do outro; mais para redondos. Comparada com a cor
da pelagem, a cor da íris é mais escura. Os olhos nunca poderão ser
mais claros, nem em tons diluídos.
Orelhas:
pequenas em relação ao tamanho do cão, de forma triangular,
inseridas acima do arco zigomático, são planas e rentes às
bochechas. Quando elas são cortadas, têm a forma de um ângulo quase
eqüilátero.
PESCOÇO
Perfil:
o perfil superior é ligeiramente convexo.
Comprimento:
mais para curto, mede mais ou menos 2,8/10 da altura na cernelha.
Forma:
de tronco cônico, bem musculoso. Na metade do comprimento, o
perímetro é igual a mais ou menos 8/10 da altura na cernelha.
Pele:
a parte inferior do pescoço é feita de muita pele solta que forma
uma dupla barbela, bem separada, mas não exagerada. Começa no nível
da mandíbula e não ultrapassa o meio do pescoço.
TRONCO:
o comprimento do tronco excede em 10% a altura na cernelha. Linha
superior: reta; cernelha larga, longa e não muito proeminente.
Dorso:
largo e de comprimento em torno de 1/3 da altura na cernelha. A
região lombar deve unir-se harmoniosamente ao dorso e os músculos
são bem desenvolvidos em largura. A caixa torácica é ampla, com
costelas longas e bem arqueadas. A circunferência do tórax é de
aproximadamente 1/4 a mais que a altura na cernelha.
Garupa:
larga, forte e bem musculosa. Com angulação em torno de 30°. Seu
comprimento é igual a 3/10 da altura na cernelha. As ancas são
proeminentes a ponto de alcançar a linha superior do lombo.
Peito:
largo e amplo com músculos peitorais bem desenvolvidos. Sua largura
está diretamente relacionada com a do tórax e atinge os 40-45% da
altura na cernelha. A ponta do esterno está situada no nível da
articulação escápulo-umeral.
CAUDA:
larga e espessa em sua raiz; forte e afinando ligeiramente até a
ponta. Em comprimento, ela alcança a articulação do jarrete, mas
normalmente é cortada deixando 2/3 de seu comprimento. Em
repouso, é portada pendente e curvada em forma de sabre; em ação,
erguida horizontalmente ou ligeiramente mais alta que a linha do
dorso.
MEMBROS
Anteriores:
em seu
conjunto, os anteriores, do solo até a ponta do cotovelo, vistos de
perfil e pela frente, são verticais, com uma forte estrutura óssea
em proporção ao tamanho do cão.
Ombros:
seu comprimento é de aproximadamente 3/10 da altura na cernelha, com
uma obliqüidade de 50º a 60º com a horizontal. Os músculos são bem
desenvolvidos, longos e bem definidos. O ângulo da articulação
escápulo-umeral é de 105° a 115°.
Braços:
de comprimento em torno de 30º da altura na cernelha. Sua
obliqüidade é de 55° a 60° com significante musculatura.
Cotovelos:
abundantemente cobertos por peles soltas; não tão próximos ao
tronco.
Antebraços:
seu comprimento é aproximadamente o mesmo que o do braço. Colocados
em uma perfeita posição vertical, sobre uma forte estrutura óssea,
com músculos limpos e bem desenvolvidos.
Articulação do metacarpo:
largo, seco e sem nódulos, continuando a linha vertical do
antebraço.
Metacarpos:
planos, continuando a linha vertical do antebraço. Sua inclinação,
na horizontal para a frente, é de mais ou menos 70º a 75º. Seu
comprimento é igual a 1/6 do comprimento da perna do solo até o
cotovelo.
Patas:
redondas, largas, dedos bem arqueados e bem unidos. As almofadas são
magras, duras e bem pigmentadas. As unhas são fortes, curvadas e de
cor escura.
Posteriores:
em seu conjunto, devem ser poderosos e fortes, em proporção ao
tamanho do cão, capazes de assegurar a propulsão desejada em
movimento.
Coxas:
em comprimento, medindo 1/3 da altura na cernelha e sua obliqüidade
na horizontal é de aproximadamente 60º. São largas, com músculos
grossos, proeminentes e claramente definidos. Os ossos do fêmur e da
coxa formam um ângulo de 90º.
Pernas:
de comprimento ligeiramente inferior ao da coxa e de uma obliqüidade
de 50º a 55º, com uma forte estrutura óssea e uma musculatura bem
visível.
Joelhos:
angulação
fêmoro-tibial em torno de 110º a 115º.
Articulação do jarrete:
muito longa em relação ao comprimento da perna. Seu comprimento é
aproximadamente 2,5/10 da altura na cernelha. A articulação
tíbiotarsiana forma um ângulo de 140º a 145º .
Jarretes:
fortes e magros; de forma quase cilíndrica, perfeitamente retos e
paralelos; seu comprimento é aproximadamente 1/4 da altura na
cernelha; eventuais ergôs devem ser removidos. Patas posteriores:
menores que as anteriores, redondas, com dedos bem unidos. Almofadas
secas, duras e pigmentadas. Unhas fortes, curvadas e de cor escura.
MOVIMENTAÇÃO:
constitui uma
característica típica da raça. A passo, a movimentação é do tipo
felina, com passadas de leão, lenta e assemelha-se à do urso. O
trote é caracterizado por uma forte propulsão dos posteriores e um
bom alcance dos anteriores. O cão raramente galopa, normalmente
trota. O passo de camelo é tolerado.
PELE:
grossa, abundante e solta sobre todo o corpo, particularmente na
cabeça, onde formam numerosas pregas e rugas, e na parte inferior do
pescoço, onde forma uma dupla barbela.
PELAGEM
Pêlo:
curoa, áspero, duro e denso, do mesmo comprimento sobre o corpo
todo, uniformemente liso, fino e medindo, no máximo, 1,5 cm. Não
deve mostrar nenhum traço de franjas.
COR:
as cores preferidas são: cinza, cinza chumbo e preto, mas também
marrom, fulvo e fulvo avermelhado (corça vermelho), com algumas
pequenas manchas brancas no peito e na ponta dos dedos. Todas essas
cores podem ser tigradas; castanho, cinza pombo e tons de isabela
são tolerados.
TAMANHO / PESO
altura na cernelha:
Machos: 65 – 75 cm.
Fêmeas:
60 – 68 cm.
Uma tolerância de 2 cm para mais ou para menos é
permitida.
Peso: Machos:
60 – 70 kg.
Fêmeas:
50 – 60 kg
FALTAS:
qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como
falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
FALTAS GRAVES
•
prognatismo inferior pronunciado;
•
cauda
alegre;
•
tamanho
acima ou abaixo dos limites permitidos.
FALTAS DESQUALIFICANTES
•
prognatismo superior;
•
acentuada convergência ou divergência dos eixos crânio-faciais;
•
linha
superior do focinho côncava, convexa ou aquelina (nariz romano);
•
total
despigmentação da trufa;
•
olhos azuis;
•
total
despigmentação das pálpebras;
•
vesgo;
•
ausência de rugas, dobras ou barbelas;
•
ausência de cauda, seja congênita ou artificial;
•
extensas manchas brancas;
•
manchas
brancas na cabeça.
NOTAS:
•
os
machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem
descidos e acomodados na bolsa escrotal.
•
todo
cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de
comportamento deve ser desqualificado.
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